Um convite para refletir sobre extinção, memória e futuro neste início de ano

Te convidamos a refletir sobre extinção em diferentes ângulos e mostrar como o Colégio Natureza quer iniciar 2026.

Todo início de ano traz a mesma sensação: um recomeço, uma chance de olhar para o que fomos e para o que queremos ser. Janeiro costuma inspirar listas, metas e resoluções. Mas, desta vez, a proposta é diferente: convidamos você a refletir não apenas sobre o que deseja conquistar, mas sobre o que estamos deixando desaparecer, dentro e fora de nós.

Quando falamos em extinção, pensamos logo em espécies ameaçadas. No entanto, esse conceito vai muito além: envolve também hábitos, profissões, tradições e vínculos preciosos que, aos poucos, deixam de fazer parte do nosso cotidiano. E perceber esse movimento é essencial.

Para facilitar essa reflexão e tornar a leitura mais leve e dinâmica, dividimos o conteúdo em tópicos. Vamos juntos?

Extinção na natureza: quando a vida deixa de existir aos poucos

A extinção de animais e plantas é um dos problemas ambientais mais urgentes da atualidade. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), mais de 42 mil espécies estão ameaçadas de desaparecer, muitas delas fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas.

A perda de uma espécie não é apenas um dado estatístico. É um alerta. A indicação de que algo no nosso modo de viver está ultrapassando limites importantes. No Colégio Natureza, trabalhamos a educação climática como parte da formação integral, ajudando nossos alunos a compreender como suas escolhas e ações podem proteger a vida que nos cerca. Pequenas atitudes, como reduzir desperdícios ou valorizar práticas sustentáveis, já contribuem para manter viva uma parte importante do planeta.

Extinção na cultura: tradições e hábitos que estamos deixando para trás

A extinção não acontece apenas na natureza. Ela acontece também nos costumes. O jantar em família, por exemplo, sempre foi um espaço de escuta, vínculo e convivência. Hoje, muitas vezes, esse momento é substituído por telas, pressa e silêncio. Conversas profundas viram mensagens rápidas; histórias compartilhadas transformam-se em notificações; presença dá lugar à distração.

Da mesma forma, profissões que marcaram gerações estão desaparecendo com o avanço tecnológico. Telefonistas, datilógrafos, lanterninhas de cinema, profissionais que ajudaram a construir a sociedade e que hoje sobrevivem na memória coletiva.

Refletir sobre porque esses gestos, hábitos e profissões estão sumindo nos ajuda a perceber o impacto da rotina acelerada e da tecnologia na forma como convivemos, nos relacionamos e ocupamos o mundo.

E é justamente essa reflexão que nos conduz ao próximo tópico.

Extinção dentro de nós: empatia, imaginação e convivência

Há algo ainda mais sutil e, igualmente valioso, em risco de desaparecer: nossa capacidade de imaginar, sentir, escutar e nos conectar. Quando vivemos no modo automático, deixamos de cultivar:

● a imaginação que cria mundos,

● a empatia que acolhe o outro,

● a curiosidade que move o conhecimento,

● a convivência que forma cidadãos conscientes.

“Essas habilidades não são acessórios da vida. São estruturas fundamentais para viver em sociedade e, justamente por isso, são pilares da formação integral oferecida pelo Colégio Natureza”, afirma Maria Teresa, diretora pedagógica.

E se olhássemos para 2026 como um convite para manter vivo o que realmente importa?

No Colégio Natureza, acreditamos que educar é muito mais do que ensinar conteúdos: é formar seres humanos capazes de olhar para o mundo com responsabilidade, sensibilidade e consciência. E isso inclui refletir sobre o que desejamos preservar. Assim, 2026 começa com um convite inspirador: manter viva a curiosidade, o diálogo em família, o cuidado com o ambiente, a atenção ao outro, a vontade de aprender e a capacidade de sonhar.

Quando reconhecemos o valor do que está desaparecendo, temos a oportunidade de trazê-lo de volta e, assim, transformar o futuro.

Nada está perdido quando há memória, intenção e cuidado

Tradições podem renascer. Hábitos podem ser reconstruídos. Espécies podem ser preservadas. Vínculos podem ser fortalecidos e valores podem ser ensinados e vividos. No fim das contas, mesmo aquilo que parece extinto pode voltar a existir quando é guardado com carinho dentro das nossas memórias, das nossas escolhas e do nosso coração.

Que este novo ano seja uma oportunidade para reimaginar, resgatar e renovar tudo o que faz a vida valer a pena, seja na escola, na família e no mundo.